quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Deixe meu coração ir.
volta a teus panos de pratos
volta a tua louça
deixa ô mãe minha
deixa eu me sangrar
enxuga tuas lágrimas ô minha
enxuga até nada restar
tem que ter pano seco ô mãe
pras que eu ainda vou derramar
Não tente me parar
não tente me privar
que o amor é feito mãe minha
é feito pra gente sangrar
suas mãos eu vou sujar
e em teu colo me acalmar
mas primeiro
ô mãe pequenininha
a vida vai me assolar
só esteja lá
pra quando eu voltar
amor de mãe é ganho
os outros...terei de conquistar.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
amor cego.

Eu te procuro na bagunça dos sentimentos. No escuro.
O barulho do teu coração
guia minhas mãos cegas.
Por que é assim que nos conhecemos,
pelo ruído descompassado desse amor as avessas.
Teu batimento supre a falta de ruído no intervalo do meu.
Desequilibrados e felizes de certa forma.
A luz iria deixar explícito de mais
o que a vida nos permitiu conhecer pelo tato.
Preferimos assim...
a surpresa pelo que vem no escuro,
a felicidade do toque.
do cheiro.
do que a claridade não nos permitiria ver.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mudar...
E do alto de seus 24 anos,
sentiu seu coração palpitar
como a muito não acontecia.
Com medo que alguém ouvisse,
tentou calá-lo com as mãos.
Surpresa,
o comodismo a sustinha
até que aquele momento a transformara.
A vida lhe tinha sido generosa,
tinha um canto pra chamar de seu
nada de mais,
uma casa sem pretensão de ter distinção das outras
Como tudo em sua vida
nada se distinguia
ela era normal.
Banal.
Até que,
um calor gélido e ansiado lhe cortara o ventre,
as mãos suavam trêmulas
nos olhos um lago cristalino
a mutação acontecia
Deu-se que, por fim,
encontrou alguém a muito esquecido
tantas lembranças, tantos sonhos
contidos, comprimidos e abafados.
Alguém que se libertava de uma prisão invisível
de uma solidão sem tamanho
de uma clausura abusiva
Reparou na força de seu olhar
e na forma como sorria,
despreocupadamente.
Nas mãos a inquietude
e no agir a decisão.
Lá estava ela,
de frente a quem costumava ser.
E tudo se fez cor!
E tudo passou a ser
como ela sempre desejara.
Diferente.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O Sol e ele.
Esquecera uma fresta na janela
Esquecera uma fresta no coração
E ele entrara novamente
O Sol não a deixa dormir
Passou a noite em claro, lembranças dele.
Dois vilões
Ferros em brasa
A ferir em intensidades diferentes
A marcar da mesma forma
Invejava a força que possuíam
Imutáveis. Infernais.
Teve raiva de si
Incapaz outra vez
Incapaz sempre?
Ao menos até conseguir se deitar do outro lado da cama.
Onde os raios não cheguem
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Abajur
sábado, 15 de outubro de 2011

Tenho várias caixinhas
Nas quais guardo
os sonhos
Os momentos,
Os medos, anseios
Vontades...
Numa estante bem organizada
Etiquetadas e enfileiradas
Ficam todas
Estão lá
Sempre a mão para quando eu precisar
Sei usa-las muito bem,
Cada qual no seu devido tempo
Porém, há uma caixinha
Empoeirada e maltratada
que insiste tanto em me atormentar
Trancada a sete chaves
Vedada, amordaçada
Pra não ter perigo de escapar
Segurança falsa talvez?!
Mas não adianta, sei que está lá
A etiqueta da caixa me adverte
“AMOR – só abra se tiver forças depois para fechar.”
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Pigmento.

Tinha uma cor muito pálida
(ou seria a ausência de cor)
ofuscava a vista dele.
Parecia morta
Tão magra
Tão imóvel
Tão pálida... meu Deus, tão pálida...
Protegê-la,
era só o que queria.
Nada mais do que deveria sentir,
ou do que ela quisesse,
proteção era a única vontade.
Como poderia ela sobreviver neste mundo
sendo tão pálida assim
tão magra
tão frágil.
Deitou ao seu lado
fechou os olhos
ainda alerta para qualquer ruído
para qualquer mal.
Pegou no sono
sono profundo
E na manhã fria
de um outono amarelado
ele acordou...
Mas estava só...
Ela fugiu de uma proteção febril
em busca de um amor
que pudesse feri-la
e matá-la.
sábado, 24 de setembro de 2011
N.
nas unhas sem esmalte
no rosto sem maquiagem
nas marcas da noite de sono pelo corpo.
O cabelo desarrumado, caído nos ombros,
exalava o doce perfume do seu shampoo.
Manhã leve.
Lembrava das palavras febris,
e do peso dos que quiseram lhe inibir
Náusea.
Mas ela fez pirraça
E o sorriso??
Lhes deu de graça!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
vazio

Me perco por fim, dentro de seu paletó
Muito grande para meu corpo magro
Ele não me aquece
Só me pesa
Me cerca, mas não me envolve
Sua falta já me faria sofrer,
de que lhe serve tanta crueldade?
Se ao menos tivesse levado com todo o resto...
Eu talvez não o vestisse,
na esperança tola de tentar te senti outra vez
E é só que me resta...
um grande paletó, um grande vazio... num corpo magro.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
ói seu moço...
Ói moço, meu sorriso,
vê nele sinceridade?!
É a tar felicidade
é ela sim sinhô!
a tanto que eu num tinha
chego a exprudi de alegria
porque hoje ela chegô!
Ói moço, me diga as horas
se ocê pudé falá
num sei o que fazer mais não,
pra aquetar meu coração
que teima tanto em parpitá.
É ela moço que vem me visitá
rebento do meu coração
pedaço de minh'alma
como num vo me contentá??
E as horas moço? o sinhô num vai falá?
Pensano bem, fala não moço
vai que falta muito
vai que quando ela chegá,
essa alegria que me enche os óio
ande por se acalmá.
Mió esperá
Assim cada instante que passá
meu coração mais vai se agitá,
por pensa que daqui loguinho
do trem ela vai sartá...
To véia seu moço,
Do que eu pude ensiná,
de nada pra ela eu recusei,
e nunca, nada eu deixei fartá
moça direita eu fiz ela virá
pra uma vida mió que a minha ela pudesse arcançá...
To véia seu moço!
E a hora que ela chegá
num vou resistir seu moço,
vo abraçá, vou esmagar e vo xingá
uma xingadinha só seu moço,
pra nunca mais ela demorá pra vorta
To véia seu moço,
Depois pode ser tarde
e a véia aqui num pode mais esperá
pela única alegria, que custa tanto a chegá...
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Que venha a chuva!
o bom mesmo é ficar deitado
numa cama desfeita
cabelo despenteado
e toda a vida deitada ao lado
E se ele vier então!?
"Meus Deus como vai ser bão!"
deitados, despreocupados, desarrumados,
perdidos nos edredons de uma cama desfeita
Aí o tempo pode passar!
E se a chuva parar?
Corro atrás de qualquer outro motivo,
pra não ter q levantar!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
.
Passarinhos faziam algazarra na minha cabeça
Ansia
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Entre Nobres e Reis
cujas frontes incrustadas de pedras preciosas
sem uma ruga de preocupação sequer...
Nem uma sequer.
Conta-se que a alegria era febril,
e as noites tinham bailes intermináveis
Incontáveis.
Era abril.
Havia uma princesa, senhora no pensar,
nas mãos a delicadeza, e uma tristeza no olhar.
Não lhe cabia as jóias, nem nos bailes se encontrava.
Na tez, a palidez frígida e nos lábios o sorriso fustigado
Fugia às vezes para um jardim secreto,
que de secreto nada tinha,
mas assim fantasiava,
almejando que fosse o mais distante paraíso que conseguiu chegar
Ali era feliz... era real...
Ali ela era o que queria ser
não princesa, não da corte
Mas, uma camponesa humilde, cuja principal e mais bela função era
cuidar das lindas rosas que ali viviam.
Numa noite um tanto fria
Fugida de um baile e da mesma vida,
voltou a sua terra, ao seu pedaço de céu
cansada do teatro real a qual era sujeitada
debruçada em lágrimas e atordoada pelo frio
ouviu uma doce voz que a chamava,
a voz era quente e aconchegante.
Ela se acalmou e entendeu logo o que deveria fazer...
Deitou-se ao lado das rosas e obedeceu prontamente a tenra voz
Que a ordenava que apenas dormisse, que o frio se encarregaria do belo final...
Conta-se que era um lindo jardim secreto,
que de secreto nada tinha.
Lindas rosas lá viviam,
em especial uma de tez branca e delicada
A qual ninguém jamais ousou colher,
não havia lugar no mundo em que se encaixasse melhor
que não fosse naquele doce e aconchegante jardim.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O que a maquiagem não consegue esconder
e eu sei a história de cada uma
linha por linha
e o que a maquiagem esconde...
...me soa supérfluo
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Nem vem!
não vou ter argumentos pra mim
Há muito não sei como é
ha muito não sei donde vem.
Não me venha cobrar o que não sou
não sei ser o que esperam de mim
decepções eu enfrento,
por que não enfrentá-las por mim?
Não me venha falar pra onde ir
ou a que horas eu devo chegar
horizonte é vasto meu bem
eu só deixo o vento levar
Não me venha com chantagens e promessas
o que não tenho, não vai me matar
até hoje vivi sem você
não é hoje que vai me faltar!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Homem à deriva
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Inverso
A frase saiu gritada
Coragem inventada
Verdade amordaçada
Alma ensanguentada.
Ele nem discutiu,
virou e saiu.
"-Eu te amo..."
Eu disse baixo de mais
Estava longe de mais
...era tarde de mais...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Menina do espelho 1
terça-feira, 28 de junho de 2011
Implícito.

brincar com uma liberdade que não era minha
me ver nas pessoas
esquecê-las em mim
encontrar as certezas no travesseiro
carregá-las no colo pela manhã
sentir as borboletas que querem fugir pelo umbigo
e nas mãos a lâmina fria e fina...
...assassinar a rotina.
Quis me perder de ti
Quisera eu, não ter querido nada...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Fundo
foi de uma colisão no solo.
Seu corpo parecia uma pedra
afundando na água fria.
Esperava que tudo tivesse acabado na queda
Mas, o máximo que conseguiu foram alguns ossos quebrados.
Nos ouvidos, uma insuportável pressão seguida de uma barulho agudo.
A adrenalina fazia com que seu cérebro funcionasse perfeitamente...
"-Merda!"
Lembrava-se de tudo, e o pior... sentia tudo...
Maldita lucidez...
Ansiosa para que a água inundasse seu pulmão...
Será que vai demorar?
Será que vai doer?
Não conseguia se mexer, talvez tivesse quebrado a coluna.
Maldita dor...
Maldito arrependimento...
Finalmente...
o ar que prendia,
saiu devagar,
pequenas bolhas atrapalharam sua visão.
A água entrou, ávida.
Ardia traqueia abaixo.
Enfim o fim...
Mas,
beirando a inconsciência...
sentiu seu corpo se movimentar involuntariamente
mãos fortes a puxavam,
viu seus pés
e ao fundo... o fundo...
Último pensamento:
"-É... não foi desta vez!"

terça-feira, 21 de junho de 2011
Em um hotel qualquer...

Quando por fim desistiu da morte lenta,
esparramou-se na cama, ensopada.
sentia o cheiro de naftalina,
esboçou um sorriso torto e pensou
"Minha mãe não gostava de toalha molhada na cama...
...se ela me visse agora."
Pensar em sua mãe lhe doeu o estômago.
Fugiu de sua proteção,
foram depositados em pessoas...
...pessoas de vidas vazias.
Causavam sofrimento e dor,
Mas ela...
...ainda as amava...
No perfeito esconderijo
Havia um cúmplice, o balconista.
Mas este não mostrava interesse algum por ela.
Só e triste,
deixou-se viver.
Mesmo que houvesse outra opção, ignoraria.
Afinal...
...era incapaz de mais...
Assim, inventada.
saia rodada e meia calça.
Na manhã ensolarada,
desarrumo toda a casa.
E danço, e rio,
e corro, e canto,
e rodopio...rodopio...
revivo os delírios
sozinha na sacada
Mas da porta pra fora
Me invento toda séria
Maquiagem cor-de-rosa
Camuflada vou à guerra.

quinta-feira, 9 de junho de 2011
O Monstro
vejo que não tem nada de monstro...
terça-feira, 7 de junho de 2011
Uma grande amiga
Ao me aproximar, vi que lhe falvata algo, um certo brilho, um quê de vida.
Definitivamente não era a mesma de antes.
O que eu via era semelhante a uma imitação barata,
um plágio de mau gosto... e isso acabou comigo!
Havia tanta vida, tanto amor, tanta audácia, onde diabos foi parar?
Um largo sorriso me recebeu, não de felicidade, mas aflito, trêmulo...
E os olhos... meu Deus quanta coisa eu via através deles.
Olhos de quem viveu dez anos em apenas uma noite.
O abraço demorado, apertado, como o de uma criança que não quer se desgrudar do pai.
"-Saudade..."
A palavra saiu baixinha, afônica, mas de uma sinceridade que me doeu a alma.
Onde afinal eu estive, se não ao seu lado quando precisou?
Eu também era culpada!
Se não eu, a quem culpar?! A vida? As circunstâncias?
O que eu sei, é q eu não estava lá, para dar suporte...
Mas não é tarde! Nunca é!
Farei minha as tuas lágrimas, e meu coração como um escudo...
Juntas agora, a vida nos espera!
Minha grande amiga...
Minha Sara!
domingo, 5 de junho de 2011
Acomodada.
Cansou e cansou...
Se deitou e não viu mais nada.
Se calou, não chorou.
Calada.
Sonhou e sonhou...
Pensou que não era nada.
Se acalmou e esperou.
Acordada.
Viveu e viveu...
E esqueceu que não tinha mais nada.
Cansada se entregou,
e vivendo ela viu...
...que nada se espera de nada.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
.
Disse ao espelho.
Depois de tanto olhar para o umbigo,
Decidiu encarar a derrota.
Pensamentos lhe fuzilam a memória...
Sobre a vida?
Que vida?
Esqueceu-se que a tinha.
Preferiu mascarar o que não lhe cabia nas mãos
"-Pobre menina rica... o que lhe faz valer??"
Perguntou-lhe o espelho
Nada tinha a oferecer
nada
domingo, 29 de maio de 2011
Estricnina
sexta-feira, 27 de maio de 2011

Atrevida!
Apossou-se da noite,
e de toda avenida.
Seguiu,
sem medo e sem amor,
sem dinheiro e sem companhia
Olhares e atenções,
eram dela, já sabia!
O blues lhe animava,
o blues das buzinas
Dançou, pulou
e riu...
dos caras das esquinas.
Atrevida...!
Sob a luz do neon
Chapeuzinho de máfia
Carinha de má fia
A Lua olhava, assombrada:
-Por que feliz? Me diz...?
Atrevida!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Chat
Sarah:
Ontem três amigas vieram me visitar: a solidão, a depressão e a angústia......
Elas me bombardearam com perguntas e mais perguntas...
estava com medo de ficar sozinha com elas...
e hoje quando eu acordei dei de cara com elas....dormiram ali...
e estão me sufocando nesse momento....
a angústia (essa sim é a pior de todas)
me perguntou como é que eu deixei que minha vida se desmoronasse tanto em tão pouco tempo...
Aline:
e você o q respondeu a elas??? ou só se entregou e ouviu calada??
não consegui me defender de nenhuma das acusações,...
elas me acompanham já ha algum tempo,....sabem dos meus erros e comportamentos.... elas são implacáveis.....Não consegui reagir!
*Filhas da puta!!!!!* foi máximo que eu pude dizer... e pedir, quase que implorar para que fossem embora...e que parassem de me torturar...mas elas fingiram que não estavam ouvindo...
Aline:
o q me aflige...é a forma como você mesmo as acolheu (a tempos atrás)... no começo o convívio será horrível...
antes combatidas com a presença (embora utópica) de alguém em quem você se apoiava... a força não vinha dele, mas de você (se imaginando apoiada nele)...mas elas estavam lá... te jogavam uma pedrinha de vez em quando, mas outras preocupações lhe tomavam a atenção...
agora elas aproveitam...
víboras carnívoras!!
como podem?
já não vêem o quanto você sangra?
o q temos q fazer agora é voltar a sua atenção para outras coisas novamente
você pode amiga...a força q você tem (e eu admiro tanto) é capaz de derrotar a quem quer q seja...
Sarah:
Cuidado!! Elas estão bem aqui,...e sabem ouvir muito bem.......!Desgraçadas!......Elas sopram em meu ouvido que a solidão veio pra ficar,....(como se eu já não pudesse senti-la)....E novamente eu visto aquela armadura de guerra...pior eu sei q elas não estão pra brincadeira, e tento me reerguer...apesar do peso que a batalha ainda guardada naquela amadura já tão velhinha citada....
Aí eu paro e penso se eu não devo deixar esta mesma armadura de lado,...e assumir um sentimento tão normal,....SOFRIMENTO.....Fico me debatendo de um lado pro outro, sem me permitir senti-lo ....Mesmo porque eu não tenho o direito de sair por ai gritando e chorando como uma criança...
e por mais q essa seja a minha mais latente vontade,...eu ainda assim,...visto a minha armadura...que já sangra igualzinha a mim,... como das tantas vezes q chorei incontrolavelmente sozinha,....esperando que um anjo me tirasse daquele inferno,...e me levasse com ele onde eu nunca mais saberia o que é a dor...
esperei por ele incontáveis vezes,....até que percebi que a única coisa que ele poderia fazer era rezar por mim;.......
Aline:
a dor minha amiga está embutida, lembra? tava no contrato... marcada a ferro e fogo... de q vale tentar fugir?
vou te contar uma historinha..."havia uma rosa, muito bonita e muito frágil, seu botão era formoso, sua cor era radiante... quem a via sentia pena, e pensava pobre rosa... como poderá ela sobreviver neste mundo frio e cruel, com apenas estes 4 espinho q ela possui... mas eis que ao desabrochar, suas pétalas ao sol mostravam toda sua vitalidade...sabia ela o quão frágil era... porém a si mesmo afirmava "estas garras q possuo, são o que Deus achou justo para q eu me defenda... com elas eu tenho o poder da sobrevivência...e afinal... terei de suportar duas ou três lagartas caso eu queira ver um dia as borboletas..."
você é forte minha querida...
e amada...
muito amada...
Sarah:
obrigada,....... sei que amor agente não agradece,....mas muito obrigada......
O fato de saber que posso contar com você, tão poética assim do meu lado,..me dá armas,....e me faz lembrar daquela caixinha que eu havida guardado no fundo da gaveta,...e que ainda vai ter muita serventia,...aquela caixinha,...eu venho guardando há tempos,....é para emergências espirituais... pois sou prevenida,.....mas nem em meus mais altos devaneios pensei ter que usa-la....Por isso me pego pensando e falando a todo momento com Deus...
Ele está aqui do lado da solidão e da depressão (*amigas da onça)....Ele é o cara,....que me diz que eu tentei de tudo,...mas elas mal-criadas como sempre revidam.....
e eu tento achar no fundo de tantas dúvidas e confusões..(daquela bagunça que guardo há anos)...achar o que esta mais correto....
o problema é que eu sempre fui muito desorganizada...e as lembranças também me confundem,........pego a certeza com as duas mãos,....e quando estou a caminho, percebo que não está mais ali,.... então volto a revirar a minha bagunça....
Até acho coisas bonitas,....do tipo que não me tem serventia alguma nessa ocasião....daí eu não agüento e olho pra elas....
E os conflitos se formam,..... e me perco novamente no que eu estaria ali procurando....
Porque eu sempre tive uma certa facilidade em ver o lado bom,....
e podendo estar os dois lado a lado,...e eu sabendo que estou procurando armas para provar para as duas amigas infames,....... me perco,...e paro para olhar as coisas bonitinhas....
Aline:
mas se não pode combater...então fuja! pegue as penas q você sente de você mesma...junte-as...crie asa e fuja!
Do alto você verá, minha amiga, o quão belo são as coisas lá embaixo, estará mais perto de Deus...
e seus problemas...
e suas malditas companhias...
serão apenas ciscos...
e resquícios de um tempo passado...
amanhã, minha querida
vamos rir de td isso...do q nos fez chorar
mas só amanhã...
Sara:
...só amanhã...
terça-feira, 17 de maio de 2011
Inércia
Ela não tinha nenhuma consciência de suas ações
E nem as queria
Não saber o q fazer às vezes faz a diferença
Já se preocupara de mais
Já correra muito atrás
Agora estava inerte
como quem apenas sente o corpo se mover pelas ondas
em seu quarto, mal iluminado
com o tapete a lhe marcar o rosto
pensava em sua falta de vontade
em suas mordidas sem sabor
suas lágrimas sem sentimentos
lembrava da proposta feita
e recusada
das palavras (tão ensaiadas na frente do espelho)
sendo cortadas pela indiferença
e o engolir a seco das mesmas.
Pensava na vergonha em vê-lo
Seu companheiro, seu ajudante
Que lhe mostrava como ela era,
Sua imagem refletida nele,
Num imaculado branco, angelical.
Mas não naquele dia.
Então o ignorou.
nada mais lhe importava
se deu ao luxo de manter-se respirando
estava cansada de mais para qualquer coisa
contentando-se apenas com placa em seu coração que dizia:
“vende-se ou troca-se por vodka”.
preocupara de mais, já correra muito atrás,segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ela sabe
Soltou os cabelos
Nos olhos o luto preto
para o amor que irá matar
Na boca o vermelho sangue
para firmar sua assinatura
Nada mais lhe caía tão bem na ocasião.
O Sol ardia em sua garganta
queria fugir por seus dentes
Mas o conteve. Não era a hora.
No corpo esguio, tecidos leves
Para confundir e distorcer
Ela não queria deixar tão claro suas intenções,
elas estavam por baixo. Por dentro. Seguras.
Chegou ao local marcado
Hora exata. Sorriso com raios de Sol. Adequado.
Nada fora do planejado.
Não havia desconfiança.
Um sorriso.
Dois tiros surdos
-repartidos com exatidão-
Mas antes... o beijo de boa noite...
Assim ela se vai. Esvai.
Sendo vítima de seu próprio crime.
Amar sem medir. Esquecer de si.
Que o fim lhe seja leve.
Um brinde! A força de Carlota Juaquina!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Musgo

Deixei cair meu coração
Esperei até ver o mar levá-lo
Olhei para o céu, meu cúmplice
- Irá chorar??-
Ao contrário, ele riu, com suas estrelas cintilantes
Não pude resistir, sorri também
-acho que me acostumei-
Lembro-me de cada canto em que este coração já fora deixado
Iludido...Imundo...
Ao menos agora, o vai e vem das ondas geladas o acalmará
Eu o desprezo, com seu jeito inocente...cretino...
Vou deixá-lo ir.
Não há remorso.
Qual o quê?
-A noite te consola meu querido, as ondas te abraçam e farão delas as tuas lágrimas...
...acalma-te!
Em breve nada mais lhe servirá, a não ser o musgo a te envolver...
...acalma-te...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Objeto - Observador
Dependia disso!
Longe deles nada existe
Fim do primeiro ato.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Edith
terça-feira, 22 de março de 2011
Tela

sexta-feira, 18 de março de 2011
o sono dos anjos
num leito de flores
em seu rosto sereno
não havia mais dor
o silêncio em suas veias
transpassava a paz que eu não podia suportar
aconchegada nos braços de Deus
ninada pelo som do vento
ela sorri em meu coração
eternizada em momentos felizes...
O amor que sinto
por aquele anjo adormecido... não há como medir...
Peço humildemente...
que Deus proteja e guarde,
aquele anjo...
...que era meu...

Este nasceu assim... num leito... de luto... sem pausas... fiz para estancar as lágrimas...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Escarro
eu posso ouvi-lo passear pelo seu corpo enquanto dorme.
Quero que ele se perca em minhas veias... ou o tomarei a força,
como seus gritos e gemidos de horas atrás.
Você não tem mais autoridade sobre sua vida,
tua dívida está paga pela minha... e só minha satisfação!
É tarde, meu bem...
Eu gosto de vê-la assim,
sonhando com a tranquilidade que eu arranquei...
...com os dentes...
terça-feira, 15 de março de 2011
"nada" e suas traduções
...nada além de te desejar desde o momento em que te vi.
Nada além de te observar ao longe,
e admirar sua metamorfose.
Não fiz nada...
...nada além de contemplar seu sorriso e sorrir de volta.
Nada além de ouvir,
nada além de uma sombra.
Respeito, desejo...
...distância...

(ganhei de um pintassilgo... 28/02/11)
quarta-feira, 2 de março de 2011
gravidade
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Às vezes
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Ouvi certa vez...
Coitado dele!
Num tem braço, nem perna...
...muito menos coração...
"se anule Aline... se anule..."
Agora preciso ir... vai queimar meu feijão....
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Luta do ano: Muay Thai vs Gripe
Lais: vamos ver, se eu estiver melhor quem sabe eu treino...
Lais: se não eu só olho...
Aline: uhauhahuauh...isssssuuuu
Aline: vai estar melhor sim!!
Lais: tomara...já imaginou, eu treinando e escorre ranho até o queixo...
Lais: uhauhauha
Lais: daí eu passo a língua pra limpa...
Lais: hahahaha
Lais: que noooojoooo
Aline: hauhahuauh
Aline: que horrrroooorrrr
Aline: o bom é que é salgadinho
Aline: huhuuhuhuhuhuh
Aline: mistura com suor
Lais: nossa dá até pra temperar comida...
Lais: hahahahah
Aline: ecaaa =$
Lais: =D
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
LiMa ácida
onde dói,
o que o sorriso não mostra,
a cor da dor em nosso peito,
o soco na boca do estômago...
...deixam marcas...
O sangue sai pela boca e nariz,
engolimos lágrimas e sapos...
...gosto de cigarro...
E eles não páram,
mordem, flagelam...e riem...
...ah, como eles riem...
Nossa cara de dor e cólera
só faz aparecer cada vez mais seus dentes amarelados...
O coração nunca cansa da canção,
e a esperança ainda pulsa em nossas veias...
Mas até quando o martelar e o ranger dos dentes
Serão nossa canção em dias de frio intenso?
...na escuridão...
...com medo...
...sepultados no silêncio da omissão,
sofremos... mas não a sós...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Minha in\im

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
"?"

A vida é cheia de pontos de interrogações:
O que ocorrerá daqui a algumas horas?
O que ocorrerá no final deste dia?
E amanhã?
E semana que vem? Será que daqui um mês teremos uma grande surpresa?
Ou uma grande decepção? Será que nossos sonhos vão se realizar?
Quem seremos daqui a alguns anos? Onde estaremos?
Dúvidas, expectativas, vontades, desejos...
É, a vida é mesmo cheia de interrogações, mas uma certeza eu tenho...
Você sempre estará comigo, para o que der, para o que vier, para o que for embora.
Esta certeza está em meu coração, e para esta certeza a vida tem também um ponto de exclamação: Eu te amo muito!
(Gentilmente cedida por uma Lais, que fez para um Maicon - grandessíssima amiga em - 2/2/11)
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
FIM
Por favor, solte a minha mão.
Não adianta mais o esforço,
me poupe de suas súplicas...
...eu nem te conheço mais,
tudo mudou,
você não é o mesmo rapaz,
e quem me dera ser a mesma ingênua...
O Senhor sabe o que me sobrou?
O que restou de nós?
Pois é meu Senhor...
O que está vendo agora,
estas lágrimas que eu nem tento conter,
não são por você,
são por lembranças que vão morrer.
Agora saia do meu caminho...
...eu preciso passar com a minha dor...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Preta

Chora porque é duro crescer e aparecer,
chora porque por mais que você não queira, o mundo é cruel;
Chora, chora, chora Preta.
Mas não deixe que a tristeza a impeça de por suas lágrimas no papel.
Pois é da dor que nasce as melhores poesias."
(Recebi esta linda homenagem, do meu grande amigo, irmão e xaxim Samuel, meu Preto preferido. - 20/01/2011 12:38hrs)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
amnésia retrógrada forçada

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
valsinha

Disse ele de peito estufado.
Assim seja!
Com toda destreza saiu à francesa.
Coração na boca, querendo gritar como louca...
...nenhum ruído.
Só se ouvia no escuro infindo
pernilongos... zumbidos...
que diziam o quanto é querida:
-Durma amada comida,
amanhã volta a tua graça
e a raiva passa, depois volta, depois passa...
numa valsa descompassada,
dois pra lá, dois pra cá...
E que a pergunta seja feita:
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
o peso da noite
nada no espelho
nada no rosto
nada no coração
nada no bolso
nada nos pés gelados
Eu acordei...
do lado errado
de sorriso torto
de olhos fechados
sinais de uma pesada noite
em todo o corpo
todo contorno
marcado, texturizado
em braille
mas ninguém vai ler... sentir...
hoje eu só acordei
d.o.r.m.i.n.d.o.







