quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Deixe meu coração ir.

Ô mãe minha
volta a teus panos de pratos
volta a tua louça
deixa ô mãe minha
deixa eu me sangrar

enxuga tuas lágrimas ô minha
enxuga até nada restar
tem que ter pano seco ô mãe
pras que eu ainda vou derramar

Não tente me parar
não tente me privar
que o amor é feito mãe minha
é feito pra gente sangrar

suas mãos eu vou sujar
e em teu colo me acalmar
mas primeiro
ô mãe pequenininha
a vida vai me assolar

só esteja lá
pra quando eu voltar
amor de mãe é ganho
os outros...terei de conquistar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

amor cego.


Eu te procuro na bagunça dos sentimentos. No escuro.
O barulho do teu coração
guia minhas mãos cegas.
Por que é assim que nos conhecemos,
pelo ruído descompassado desse amor as avessas.
Teu batimento supre a falta de ruído no intervalo do meu.
Desequilibrados e felizes de certa forma.
A luz iria deixar explícito de mais
o que a vida nos permitiu conhecer pelo tato.
Preferimos assim...
a surpresa pelo que vem no escuro,
a felicidade do toque.
do cheiro.
do que a claridade não nos permitiria ver.