-Réu, apresente-se a corte.
-Me chamo Amor vossa excelência.
-Está sendo julgado por um crime hediondo de homicídio.
O Sr. confessa estar presente na data e no local em que o
crime foi cometido?
-Confesso excelência.
-E as evidências apresentadas e encontradas no local do ocorrido,
pertencem ao Senhor?
-Sim excelência, tanto o vinho quanto a adaga.
-Estava sozinho quando cometeu este ato?
-Não excelência, andava com o ciúmes e com a raiva.
-Pelos poderes investidos em meu nome, e com a presença desta
corte, informo ao réu que o voto das testemunhas foi unânime, sendo o réu Amor,
considerado culpado, a sentença será um sofrimento manso e cálido em regime
perpétuo.
O que o Réu alega em sua defesa?
-Sou cego.