segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ela sabe

Ela se olhou. Sorriu.
Soltou os cabelos
Nos olhos o luto preto
para o amor que irá matar
Na boca o vermelho sangue
para firmar sua assinatura
Nada mais lhe caía tão bem na ocasião.
O Sol ardia em sua garganta
queria fugir por seus dentes
Mas o conteve. Não era a hora.
No corpo esguio, tecidos leves
Para confundir e distorcer
Ela não queria deixar tão claro suas intenções,
elas estavam por baixo. Por dentro. Seguras.
Chegou ao local marcado
Hora exata. Sorriso com raios de Sol. Adequado.
Nada fora do planejado.
Não havia desconfiança.
Um sorriso.
Dois tiros surdos
-repartidos com exatidão-

Mas antes... o beijo de boa noite...

Assim ela se vai. Esvai.
Sendo vítima de seu próprio crime.
Amar sem medir. Esquecer de si.
Que o fim lhe seja leve.


Um brinde! A força de Carlota Juaquina!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Musgo










Na beira da praia, pés molhados
Deixei cair meu coração
Esperei até ver o mar levá-lo
Olhei para o céu, meu cúmplice
- Irá chorar??-
Ao contrário, ele riu, com suas estrelas cintilantes
Não pude resistir, sorri também
-acho que me acostumei-

Lembro-me de cada canto em que este coração já fora deixado
Iludido...Imundo...
Ao menos agora, o vai e vem das ondas geladas o acalmará
Eu o desprezo, com seu jeito inocente...cretino...
Vou deixá-lo ir.
Não há remorso.

No caminho de volta, ao longe, eu ouvia seus gritos
Qual o quê?
-A noite te consola meu querido, as ondas te abraçam e farão delas as tuas lágrimas...
...acalma-te!
Em breve nada mais lhe servirá, a não ser o musgo a te envolver...
...acalma-te...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Objeto - Observador

Ela foi ao pior boteco,

com sua melhor roupa,

nas piores intenções...

dos piores sujeitos...

Raça cuspida pela sociedade.

-ego alimentado-



Dependia disso!



Com meio sorriso,

a olhar pelo ombro,

sentia o desejo que surgia pelos poros.

Seus olhos percorriam a platéia,

que show esperavam...

sua exposição, suas lágrimas, sua poesia...



Mas eis que a realidade lhe pesou

A quem tentava enganar?

Aquele par de olhos...

não estava lá.

A química acabou.

-objeto e observador-


Longe deles nada existe




Por fim,

por cansaço ou desespero...

...foi embora,

deixando para trás...

o desejo que ardia

o cheiro que emanava

a beleza da roupa

-nada mais importava-


Fim do primeiro ato.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Edith

Quando eu era pequinininha...branquelinha do cabelo ruim, minha Titia escreveu um poeminha pra mim....o qual (não sei como) eu sei de cor até hj....


A doro uma menina

L inda de cabelos cacheados

I gualzinho a Angélica

N ela tudo é bonito

E' um presente que me veio do céu...

Tia você é uma pessoa maravilhosa, que eu sempre me espelhei


Este é o seu dia, e eu agradeço muiito a Deus por ter me dado você.

Obrigada por tudo, tudo mesmo!


TE AMO
Áli