Ela foi ao pior boteco,
com sua melhor roupa,
nas piores intenções...
dos piores sujeitos...
Raça cuspida pela sociedade.
-ego alimentado-
Dependia disso!
Com meio sorriso,
a olhar pelo ombro,
sentia o desejo que surgia pelos poros.
Seus olhos percorriam a platéia,
que show esperavam...
sua exposição, suas lágrimas, sua poesia...
Mas eis que a realidade lhe pesou
A quem tentava enganar?
Aquele par de olhos...
não estava lá.
A química acabou.
-objeto e observador-
Longe deles nada existe
Por fim,
por cansaço ou desespero...
...foi embora,
deixando para trás...
o desejo que ardia
o cheiro que emanava
a beleza da roupa
-nada mais importava-
Fim do primeiro ato.
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