terça-feira, 5 de abril de 2011

Objeto - Observador

Ela foi ao pior boteco,

com sua melhor roupa,

nas piores intenções...

dos piores sujeitos...

Raça cuspida pela sociedade.

-ego alimentado-



Dependia disso!



Com meio sorriso,

a olhar pelo ombro,

sentia o desejo que surgia pelos poros.

Seus olhos percorriam a platéia,

que show esperavam...

sua exposição, suas lágrimas, sua poesia...



Mas eis que a realidade lhe pesou

A quem tentava enganar?

Aquele par de olhos...

não estava lá.

A química acabou.

-objeto e observador-


Longe deles nada existe




Por fim,

por cansaço ou desespero...

...foi embora,

deixando para trás...

o desejo que ardia

o cheiro que emanava

a beleza da roupa

-nada mais importava-


Fim do primeiro ato.

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