segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Desabafo
terça-feira, 15 de maio de 2012
Julgamento
sexta-feira, 27 de abril de 2012
(des)entendimento
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Cada gotinha tímida daquela chuva mansa desejava me encharcar
me entreguei
deitada na grama gelada, era outono
ao lado da cesta do café que tomamos, mais cedo
Respirava fundo, e sentia de olhos fechados minha pele a se texturizar,
leves arrepios surgiram pelo frescor do cair da noite.
E sorria... um sorriso tranqüilo, de quem não tem pressa, nem pretensão
Só sente e deixa transmitir pela boca
a paz que vem da alma.
sexta-feira, 23 de março de 2012
pela casa

Num canto da casa eu esqueci o amor que me foi dado
Em outro encontrei o amor que roubei
Deixei pegadas, dos pés descalços
E marcas de mãos nas paredes que me apoiei
No guarda roupa, tinha uma cartola
Costumava fazer brotar flores imaginárias
as mesmas que eu não recebia
as mesmas que eu ansiava.
Cansei de tentar imaginar como poderia ter sido,
caso eu tivesse ousado mais
Ousarei hoje, e quem sabe
Daqui a um tempo, ao abrir o guarda roupa
Eu morra soterrada por flores...reais
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Gin

Tamanho foi o baque
que despertou um desejo cego de sobreviver.
Tamanho foi o gole
que perdeu a seriedade, e focou o copo.
Quis viver com a intensidade que lhe fora negada
E sorrir com a alegria de uma mulher amada
mesmo não sendo amada.
Reclinada sobre a mesa
viu seu rosto refletido no líquido ilusório
viu a maquiagem borrada,
o suor e a lágrimas.
E viu claramente
a face do que se tornara
Uma mulher em desespero
a procura de uma felicidade
que não cabe num copo de gin.

