quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

FIM

Vou embora...
Por favor, solte a minha mão.
Não adianta mais o esforço,
me poupe de suas súplicas...
...eu nem te conheço mais,
tudo mudou,
você não é o mesmo rapaz,
e quem me dera ser a mesma ingênua...
O Senhor sabe o que me sobrou?
O que restou de nós?


Pois é meu Senhor...
O que está vendo agora,
estas lágrimas que eu nem tento conter,
não são por você,
são por lembranças que vão morrer.

Agora saia do meu caminho...


...eu preciso passar com a minha dor...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Preta


"Chora preta porque a vida é dura.
Chora porque é duro crescer e aparecer,
chora porque por mais que você não queira, o mundo é cruel;
Chora, chora, chora Preta.
Mas não deixe que a tristeza a impeça de por suas lágrimas no papel.
Pois é da dor que nasce as melhores poesias."

(Recebi esta linda homenagem, do meu grande amigo, irmão e xaxim Samuel, meu Preto preferido. - 20/01/2011 12:38hrs)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

amnésia retrógrada forçada




Olá, como vai? Lembra-se de mim?
Sou eu ainda,
a mesma criança adulta...
a mão que vc segurava, era a minha...
Você lembra?
Você sabia os meus traços,
minhas curvas,
sabia de cor todas as sardas...
...aquela, cuja pele branca e macia vc acariciava, mordia...
Meu cheiro ficava na sua roupa,
meus lábios, minha saliva te envolvia o corpo,
você me abraçava...
me sorvia, me ninava...
Não se lembra?
Por que não olha em meus olhos?
Qual seu medo?
O que espera de mim?
!NÂO!
Não me procure nelas!
Não procure palavras vãs...
me ache aqui...
se lembre por favor,
antes que o tempo passe,
antes...


...que eu me esqueça de ti...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

valsinha


-"EU NÃO SOU OBRIGADO!"
Disse ele de peito estufado.
Assim seja!
Com toda destreza saiu à francesa.
Coração na boca, querendo gritar como louca...
...nenhum ruído.
Só se ouvia no escuro infindo
pernilongos... zumbidos...
que diziam o quanto é querida:
-Durma amada comida,
amanhã volta a tua graça
e a raiva passa, depois volta, depois passa...
numa valsa descompassada,
dois pra lá, dois pra cá...
E que a pergunta seja feita:
"-Até quando vais dançar?"

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

o peso da noite

Hoje eu só acordei
nada no espelho
nada no rosto
nada no coração
nada no bolso
nada nos pés gelados

Eu acordei...
do lado errado
de sorriso torto
de olhos fechados

sinais de uma pesada noite
em todo o corpo
todo contorno
marcado, texturizado
em braille
mas ninguém vai ler... sentir...

hoje eu só acordei
d.o.r.m.i.n.d.o.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


Vejo um pouco de mim nas pessoas

Ou vejo o que eu queria ser

Ou o que eu queria ver

Ou o que eu queria ter

Ou beber

Ou... talvez...

O que há neles,

eu quisesse esquecer em mim...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


Puxa vida, sabe quando você acorda e não sabe onde colocou o que era imprescindível pra você naquele dia? Preciso ser mais atenta, não sei lidar direito quando se trata do que é meu, acabo me preocupando com as tarefas, os afazeres, com o que me pedem pra cuidar. Boa sensação estranha de sobreviver à vida que me é imposta. Mas se acaso alguém o encontrar, "meu coração", por favor me avisem.

Obrigada.