segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

valsinha


-"EU NÃO SOU OBRIGADO!"
Disse ele de peito estufado.
Assim seja!
Com toda destreza saiu à francesa.
Coração na boca, querendo gritar como louca...
...nenhum ruído.
Só se ouvia no escuro infindo
pernilongos... zumbidos...
que diziam o quanto é querida:
-Durma amada comida,
amanhã volta a tua graça
e a raiva passa, depois volta, depois passa...
numa valsa descompassada,
dois pra lá, dois pra cá...
E que a pergunta seja feita:
"-Até quando vais dançar?"

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