segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ela sabe

Ela se olhou. Sorriu.
Soltou os cabelos
Nos olhos o luto preto
para o amor que irá matar
Na boca o vermelho sangue
para firmar sua assinatura
Nada mais lhe caía tão bem na ocasião.
O Sol ardia em sua garganta
queria fugir por seus dentes
Mas o conteve. Não era a hora.
No corpo esguio, tecidos leves
Para confundir e distorcer
Ela não queria deixar tão claro suas intenções,
elas estavam por baixo. Por dentro. Seguras.
Chegou ao local marcado
Hora exata. Sorriso com raios de Sol. Adequado.
Nada fora do planejado.
Não havia desconfiança.
Um sorriso.
Dois tiros surdos
-repartidos com exatidão-

Mas antes... o beijo de boa noite...

Assim ela se vai. Esvai.
Sendo vítima de seu próprio crime.
Amar sem medir. Esquecer de si.
Que o fim lhe seja leve.


Um brinde! A força de Carlota Juaquina!

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