onde dói,
o que o sorriso não mostra,
a cor da dor em nosso peito,
o soco na boca do estômago...
...deixam marcas...
O sangue sai pela boca e nariz,
engolimos lágrimas e sapos...
...gosto de cigarro...
E eles não páram,
mordem, flagelam...e riem...
...ah, como eles riem...
Nossa cara de dor e cólera
só faz aparecer cada vez mais seus dentes amarelados...
O coração nunca cansa da canção,
e a esperança ainda pulsa em nossas veias...
Mas até quando o martelar e o ranger dos dentes
Serão nossa canção em dias de frio intenso?
...na escuridão...
...com medo...
...sepultados no silêncio da omissão,
sofremos... mas não a sós...
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