
Tenho várias caixinhas
Nas quais guardo
os sonhos
Os momentos,
Os medos, anseios
Vontades...
Numa estante bem organizada
Etiquetadas e enfileiradas
Ficam todas
Estão lá
Sempre a mão para quando eu precisar
Sei usa-las muito bem,
Cada qual no seu devido tempo
Porém, há uma caixinha
Empoeirada e maltratada
que insiste tanto em me atormentar
Trancada a sete chaves
Vedada, amordaçada
Pra não ter perigo de escapar
Segurança falsa talvez?!
Mas não adianta, sei que está lá
A etiqueta da caixa me adverte
“AMOR – só abra se tiver forças depois para fechar.”
recaídas acontecem...
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