sábado, 15 de outubro de 2011


Tenho várias caixinhas
Nas quais guardo
os sonhos
Os momentos,
Os medos, anseios
Vontades...

Numa estante bem organizada
Etiquetadas e enfileiradas
Ficam todas

Estão lá
Sempre a mão para quando eu precisar
Sei usa-las muito bem,
Cada qual no seu devido tempo

Porém, há uma caixinha
Empoeirada e maltratada
que insiste tanto em me atormentar

Trancada a sete chaves
Vedada, amordaçada
Pra não ter perigo de escapar
Segurança falsa talvez?!
Mas não adianta, sei que está lá

A etiqueta da caixa me adverte
“AMOR – só abra se tiver forças depois para fechar.”

recaídas acontecem...

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