cujas frontes incrustadas de pedras preciosas
sem uma ruga de preocupação sequer...
Nem uma sequer.
Conta-se que a alegria era febril,
e as noites tinham bailes intermináveis
Incontáveis.
Era abril.
Havia uma princesa, senhora no pensar,
nas mãos a delicadeza, e uma tristeza no olhar.
Não lhe cabia as jóias, nem nos bailes se encontrava.
Na tez, a palidez frígida e nos lábios o sorriso fustigado
Fugia às vezes para um jardim secreto,
que de secreto nada tinha,
mas assim fantasiava,
almejando que fosse o mais distante paraíso que conseguiu chegar
Ali era feliz... era real...
Ali ela era o que queria ser
não princesa, não da corte
Mas, uma camponesa humilde, cuja principal e mais bela função era
cuidar das lindas rosas que ali viviam.
Numa noite um tanto fria
Fugida de um baile e da mesma vida,
voltou a sua terra, ao seu pedaço de céu
cansada do teatro real a qual era sujeitada
debruçada em lágrimas e atordoada pelo frio
ouviu uma doce voz que a chamava,
a voz era quente e aconchegante.
Ela se acalmou e entendeu logo o que deveria fazer...
Deitou-se ao lado das rosas e obedeceu prontamente a tenra voz
Que a ordenava que apenas dormisse, que o frio se encarregaria do belo final...
Conta-se que era um lindo jardim secreto,
que de secreto nada tinha.
Lindas rosas lá viviam,
em especial uma de tez branca e delicada
A qual ninguém jamais ousou colher,
não havia lugar no mundo em que se encaixasse melhor
que não fosse naquele doce e aconchegante jardim.
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