Os sinos tocavam naquela tarde de sábado
anunciando o pôr do Sol
e aos fiéis para que viessem rezar.
Ela estava inquieta,
ela estava enfeitada
Vestida, muito tempo antes do preciso.
Ansiosa pela dança que a envolveria,
pela hora em que, de olhos fechados,
seria guiada por notas fortes e corrosivas.
Precisava do som e dos movimentos de logo mais.
O intervalo do badalar incessante lhe soava eterno
lhe trazia desespero
Os sinos diziam -"Vai morrer de esperar!"
Ela ria e pensava
-"A música vai me salvar!"
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