quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ansia



Os sinos tocavam naquela tarde de sábado

anunciando o pôr do Sol

e aos fiéis para que viessem rezar.

Ela estava inquieta,

ela estava enfeitada

Vestida, muito tempo antes do preciso.

Ansiosa pela dança que a envolveria,

pela hora em que, de olhos fechados,

seria guiada por notas fortes e corrosivas.

Precisava do som e dos movimentos de logo mais.



O intervalo do badalar incessante lhe soava eterno

lhe trazia desespero

Os sinos diziam -"Vai morrer de esperar!"

Ela ria e pensava


-"A música vai me salvar!"




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