terça-feira, 17 de maio de 2011

Inércia

Ela não tinha nenhuma consciência de suas ações

E nem as queria

Não saber o q fazer às vezes faz a diferença

Já se preocupara de mais

Já correra muito atrás

Agora estava inerte

como quem apenas sente o corpo se mover pelas ondas

em seu quarto, mal iluminado

com o tapete a lhe marcar o rosto

pensava em sua falta de vontade

em suas mordidas sem sabor

suas lágrimas sem sentimentos

lembrava da proposta feita

e recusada

das palavras (tão ensaiadas na frente do espelho)

sendo cortadas pela indiferença

e o engolir a seco das mesmas.

Pensava na vergonha em vê-lo

Seu companheiro, seu ajudante

Que lhe mostrava como ela era,

Sua imagem refletida nele,

Num imaculado branco, angelical.

Mas não naquele dia.

Então o ignorou.

nada mais lhe importava

se deu ao luxo de manter-se respirando

estava cansada de mais para qualquer coisa

contentando-se apenas com placa em seu coração que dizia:

“vende-se ou troca-se por vodka”.

preocupara de mais, já correra muito atrás,





agora estava inerte como quem apenas sente o mover do corpo pelo bater das ondas.











Em seu quarto mal iluminado, com o tapete a lhe marcar o rosto...





pensava em sua falta de vontade,





suas mordidas sem sabor,





suas lágrimas sem sentimento...











Lembrava da proposta feita. Recusada.





E das palavras (tão ensaiadas na frente do espelho)





sendo cortadas pela indiferença...uma a uma...





...e o engolir das mesmas...a seco, rasgando garganta abaixo...











Ali deitada ignorava muitas coisas...





ressaltava outras... uma forma de se assolar...





lembrou de seu companheiro e ajudante, que via suas lágrimas e usava-as como se fossem dele,





a imagem q ele refletia, nem sempre bela, mas sempre branca, lhe mostrava a realidade que o mundo lhe impunha.










Mas ela não o queria... não aquela noite, como tantas





outras coisas que lhe era de valor, ignorou.





Nada mais lhe importava, cansada de mais para qualquer outra coisa, se deu ao luxo apenas de respirar...





...mas algo lhe confortava...










Talvez fosse a placa em seu coração, que dizia em letras infantis...





"vende-se" (ou troca-se por vodka)









Um comentário:

  1. linda, a maneira que usas a tua expressão faz com que sintamos a mesma sintonia de amor e odio.

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